Sobre conforto…

“Plenitude é quando a vida cabe no instante presente, sem aperto, e a gente desfruta o conforto de não sentir falta de nada.” Ana Jácomo

Estava pensando no que escrever. Talvez algo sobre moda, decoração…

Pensei em conforto. Roupas confortáveis, sapatos confortáveis, uma cor confortável.

Um espírito forte e consolado… Acho que por aí.

Penso que é bom lutar pelo conforto. Não um conforto superficial, que está no carro zero quilômetro ou em uma roupa bem cortada. Isto também tem seu valor. Mas quero dizer um conforto que invade a alma mesmo.

É engraçado olhar para algumas pessoas e perceber como se sentem  confortáveis em relação à vida…

Outro dia estava assistindo o Globo Repórter com o tema Vietnã. O programa mostrou uma casa muito simples com chão de terra batida e paredes de folhas. Lá morava uma família de cinco ou seis pessoas.

O mais legal, era que a casa estava muito limpa e bem organizada. Percebia-se naquela decoração uma leveza e bom gosto, que se consegue somente com um espírito livre de grandes e desnecessárias preocupações.

Simples mas muito aconchegante.

Acho que qualquer atividade que se faça qualquer uma mesmo, deve começar assim: um espírito em busca de conforto ou de consolo…

Parece que todo o resto se acomoda em algum lugar. Um bom e confortável lugar.

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As imagens não estão muito boas… É que rolou o print screen no youtube haha!

Mas o link do programa no youtube é este: http://www.youtube.com/watch?v=9udr-sZ0tC0

🙂

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Ah a cozinha…

O que inspira e move meus dias com mais alegria, confesso, é a comida. Adoro a hora do café, do almoço, do lanche e do jantar. Adoro!

A comida dá ânimo para ter boas ideias e realizá-las.

A hora da refeição para mim é sagrada.

Acho que Monet pensava parecido…

Sua belíssima casa é a tradução do amor à vida!

Simples e ao mesmo tempo sofisticada.

Os oito filhos do pintor deviam adorar os jardins…

Ah mas a cozinha da casa… Fiquei de coração alegremente amolecido quando vi uma imagem do cômodo em um livro.

Senti  que todos os objetos e móveis se complementam como uma pintura.

Os utensílios de cobre contrastando com a delicadeza dos azulejos azuis…

E será que Monet faria quadros tão belos e complexos com fome? Ou de mau humor já que a refeição fora ruim? Não… Acho que não. Reza a lenda que gostava de convidar os amigos Renoir e Cézanne para memoráveis almoços…

Penso que ele realmente se preocupava com esse assunto.

A cozinha de Monet… Uma das coisas mais lindas que já vi! Várias ideias fumegando na cabeça e quase posso sentir um cheirinho novo e adocicado no ar. Não é realmente inspirador? 🙂

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Mais informações sobre a casa de Monet aqui: http://fondation-monet.com/fr/